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Ciclo econômico – como funciona?

O ciclo econômico é um tipo de fase que ocorre a todo o momento no país e em grande parte dos setores de produção, estoque e distribuição de produtos e bens de consumo.

É um ciclo que tem por finalidade controlar o que entra e o que sai das indústrias e empresas através de um cálculo simples. Assim, consegue-se alinhar o que está sendo produzido com o que de fato está sendo vendido e distribuído em quantidade.

É esse o momento em que se pode definir o crescimento ou a depreciação econômica em anos das organizações dentro do mercado de negócios, o que influencia o número de produção de bens de consumo, além da geração de empregos para a população residente do país.

Repare que os noticiários sempre nos trazem dados econômicos nacionais para que tenhamos uma noção da nossa realidade em detrimento dos outros países ao redor do mundo.

No momento, sabemos que estamos em um período de crise e, mesmo com o aumento acentuado da nossa economia nos últimos trimestres, ainda assim a taxa de desemprego é altíssima, o que nos leva a crer que a economia ainda não saiu totalmente do período de recessão.

É exatamente esse panorama que se encaixa dentro do ciclo econômico, pois existem fases nesse ciclo que enfatizam bem esse cenário atual pelo qual estamos passando.

Qual é o conceito de ciclo econômico?

O conceito se baseia nas oscilações que as grandes indústrias e distribuidoras enfrentam na compra de insumos e matéria prima, no estoque e armazenagem desses produtos e na venda final ao consumidor dos bens de consumo para chegarmos ao resultado final que visa ao lucro.

ciclo econômico

Esse ciclo é contínuo e essencial para incitar o desenvolvimento econômico no país e o crescimento das empresas em segmentos de mercado que envolvam a compra e a venda de produtos e serviços.

Esse conceito pode se estender a curto, médio e longo prazo, o que nos dá quatro variações diferentes dentro do ciclo econômico. São elas:

1. O ciclo de Kitchin – Duração de 3 a 5 anos: essa fase consiste no aumento da procura. Portanto, a empresa deve elevar o número de produção dos produtos e repor o estoque na mesma medida para atender a demanda.

  • Quando há esse tipo de aumento na produção, temos uma fase de ascensão da indústria produtora;
  • Porém, pode haver uma ruptura na procura, o que leva à estagnação do setor produtivo e até a diminuição da produção para se adequar novamente à demanda. Isso significa que houve uma regressão neste setor;
  • É fácil vermos isso na prática nos momentos em que ocorrem as datas comemorativas e finais-de-ano, quando há um aumento considerável na procura de determinados produtos e serviços e as estimativas de lucros e resultados de vendas se baseiam nos anos anteriores.

2. Ciclo de Juglar – Duração de 6 a 10 anos: este ciclo, tendo um tempo mais longo do que o anterior, leva em consideração os excessos cometidos nos momentos de prosperidade nos anos que se seguiram de ascensão econômica.

  • Esses excessos podem ocorrer em dois tempos: o de retomada após um período de recessão, bem como no período de expansão dos negócios no mercado;
  • Segundo o economista que levantou essa teoria, Juglar, esse ciclo econômico tem por influência as variações de procura que incidem também sobre o PIB do país, as taxas de desemprego e o aumento ou diminuição da inflação;
  • Ainda segundo o economista, as fases de recessão são curtas e menos graves. E a expansão das empresas é mais favorecida.

3. Ciclo de Kuznets – Duração de 20 a 30 anos: Esse ciclo por ser medido em um período extenso de anos. Está relacionado ao crescimento das construções habitacionais e às infraestruturas da nossa população, o que leva a analisarmos inclusive a evolução dos transportes.

  • Basta olharmos para trás e avaliarmos o quanto mudamos em questões arquitetônicas, de acessibilidade, nos mobiliários urbanos, em nossa estrutura de transportes públicos e automóveis particulares para termos uma noção do que trata essa teoria.

4. Ciclo de Kondratieff – Duração de 60 a 80 anos: Agora partimos para a explicação do último ciclo, o mais extenso de todos, e que tem por objetivo avaliar as evoluções e mudanças tecnológicas.

  • Este possui duas fases distintas, assim como o primeiro ciclo apresentado, o de Kitchin. São elas: a de ascensão e a de regressão;
  • A economia capitalista é a base dessa teoria, que leva em conta o tempo e a duração que essas tecnologias ficam em alta;
  • A revolução industrial é um grande exemplo dessa teoria, devido à sua rápida expansão e às influencias ao redor do mundo.

Fases do ciclo econômico

O ciclo econômico está dividido em quatro fases que podem se repetir ou não seguir uma ordem exata para ocorrer dentro da parte econômica e fazer girar o capital e as vendas.

ciclo econômico

1. Expansão e ápice no mercado: momento de prosperidade nos negócios, quando a oferta, a procura, a demanda e os preços estão em um ótimo período.

  • O número de desemprego é baixo, pois há movimentação no mercado e maior número de contratações;
  • É um momento propício para bater metas e ir além dos resultados e objetivos estipulados no planejamento.

2. Crise ou recessão: a partir da fase anterior pode ocorrer a crise devido aos excessos no período de expansão (aqui entra um pouco da teoria do ciclo de Juglar), pois pode haver uma quebra na demanda e na procura, o que leva à redução de preços, pouca oferta de crédito, contratos podem ser desfeitos, altos juros e prejuízos iminentes.

  • Tudo isso leva ao corte de gastos e ao replanejamento para acertar as mudanças que precisam ser feitas e evitar mais riscos e prejuízos.

3. Depressão: esse é o momento em que leva uma empresa ou indústria ao extremo das ações para evitar fechar as portas, ou seja, o fantasma da falência.

  • Vendas de produtos e serviços a preços muito baixos, altos níveis de desemprego, corte de funcionários e de salários são alguns dos exemplos que podem ocorrer durante esse tempo.

4. Retomada: Superado o período de recessão ou de depressão, vem a retomada de crescimento nos negócios.

  • É uma das melhores notícias que se pode esperar após o sufoco, pois a produção começa a aumentar, a oferta e os preços ficam mais atraentes, os consumidores voltam a fazer o crédito circular até as empresas pegarem o jeito de novo para chegar até onde estavam na expansão e buscarem ir além.

Como calcular o ciclo econômico?

O ciclo econômico é fácil de ser calculado, pois leva em conta a data de entrada dos insumos ou matérias primas e a data de saída delas para distribuições e vendas. Subtraindo essas duas datas, chegamos a um valor que corresponde ao ciclo em que esses produtos ficaram em estoque aguardando a venda para o consumidor.

ciclo econômico

Por exemplo:

A entrada de matéria prima ou produto ocorreu em 1º de Novembro.

A saída ocorreu em 21 de Novembro do mesmo ano.

Portanto, 21 – 1 = 20.

Isso significa que o ciclo desse produto em estoque ocorreu dentro de 20 dias, sem contar o prazo de entrega até chegar ao cliente.

Conclusão

Neste momento, o conteúdo chega ao fim. Espero ter completado o meu ciclo de explicações a respeito desse tema muito pertinente ao mercado de distribuição de produtos já consolidados, bem como para as empresas de pequeno e médio porte que fazem parte deste segmento.

Resumindo: é um assunto que engloba vários negócios que visam ao lucro através das vendas de seus produtos e serviços. Por isso, é essencial incluir o cálculo desse ciclo no planejamento estratégico ou no planejamento de vendas da organização.

Desse modo, é possível aperfeiçoar a gestão financeira, operacional e o manuseio dos recursos que entram e saem de estoque até chegarem ao consumidor final.

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